Prefeitura de Mogi das Cruzes

Circula nas redes sociais um vídeo propondo um — perigoso — jogo. O “desafio do desodorante “, que vitimou uma criança de 7 anos no último sábado, 3, incentiva espectadores a inalarem gás de desodorante aerossol pelo maior tempo que conseguirem.

Na gravação publicada há quase dois anos, em 3 de abril de 2016, um jovem youtuber explica o desafio: borrifar desodorante em um saco plástico e tentar inalar a maior quantidade possível “como se fosse lança” — diz, referindo-se ao lança-perfume. Pouco depois, ele aparenta estar atordoado, mas repete o procedimento. “O que eu estou fazendo da minha vida?”, diz, no vídeo que já foi visto mais de 60 mil vezes.

Existem outros “desafios” no YouTube que podem acabar muito mal. Em uma variante do “desafio do desodorante”, youtubers convidam as pessoas a acionarem o spray bem próximo à pele, até “gelar”. A prática, no entanto, pode causar queimaduras e ferimentos graves, conforme alerta reportagem assinada por Luísa Costa e publicada no site da revista Veja.

Alerta aos pais

Adrielly Gonçalves, 7 anos, morreu depois de inalar desodorante aerossol em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, no último sábado. Segundo parentes da criança, ela espirrou desodorante no rosto por ter visto pessoas fazendo o mesmo em vídeos divulgados na internet, no chamado “desafio do desodorante”.

Depois do que aconteceu, parentes da menina e amigos da família começaram a fazer campanha nas redes sociais para alertar os pais sobre esses vídeos que circulam na internet. “Galera, o vídeo era sobre um desafio de inalar desodorante aerossol, o objetivo era inalar e ver a quantidade de tempo que você aguenta, ela criança inocente colocou o desodorante direto na boca e desmaiou tendo parada cardíaca em sequência”, escreveu no Facebook Sheila Cristina, amiga da família.

Em nota, a Secretaria de Saúde do município informou que Adrielly chegou à Unidade de Pronto Atendimento com parada cardiorrespiratória e em estado grave. “Os médicos realizaram manobras para tentar reanimar a criança, mas ela veio a óbito minutos depois”, afirmou a instituição. “O Instituto Médico Legal (IML) irá apresentar um laudo, detalhando as causas da morte”.