Três árvores com risco de queda serão removidas pela equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, da Praça Benedito Ferreira Franco, a Praça do Coreto, no próximo domingo. Mudas novas serão plantadas no local.

A iniciativa da Pasta ocorrerá em consequência do péssimo estado das árvores e pelo fato de a praça ser um local de intenso trânsito de pedestres e veículos. No próximo semestre a Secretaria pretende implantar um programa de arborização urbana que está sendo desenvolvido visando ao cadastro e à identificação das áreas carentes de arborização no município.

Supressão

Centros urbanos arborizados possuem estabilidade microclimática, maior qualidade do ar, menos poluição sonora, sofrem menos com o controle de enchentes e inundações e têm a biodiversidade melhor protegida.

Mesmo com todos os benefícios, no entanto, muitos moradores pedem a supressão de árvores na cidade. No ano passado foram feitas 286 solicitações para corte e poda em áreas públicas e particulares com motivos que vão do medo de quedas ao fato de as folhas sujarem áreas e entupirem calhas das residências.

A avaliação da Secretaria para autorizar ou não a retirada de árvores é minuciosa e incide sobre diversos aspectos – tronco, galhos, folhas, etc.

“São verificados aspectos como saúde da árvore; risco à população, como a possível queda de galhos sobre pedestres, por exemplo; grau de interferência em edificações existentes e falta de alternativa técnica para implantação de projeto de edificações”, esclarece a secretária de Meio Ambiente, Ionara Fernandes.

Ainda de acordo com ela, casos de interferências dos galhos na fiação aérea ou mesmo no entupimento de calhas podem ser resolvidos com a poda e manutenção.

“No caso da árvore apresentar cupins, que podem deixá-la oca, são necessários avaliação e monitoramento. Temos, por exemplo, uma árvore com pedido de corte na Av. Castelo Branco e que após análise optou-se por aplicar tratamento”, explica a assessora técnica ambiental Bruna Santos.

Árvore seca é outro ponto que gera pedido de supressão, mas isso pode fazer parte do ciclo normal de vida de determinadas espécies, como os ipês da avenida João Manoel: elas perdem todas as folhas no inverno, mas recuperam o vigor depois de determinado período.