Água do Rio Tietê ‘muda de cor’ e 40 toneladas de peixes morrem no interior de SP
A Cetesb informou que seus técnicos se deslocaram para a região para fazer a coleta de amostras da água em cinco pontos do rio/ Foto: Divulgação
Prefeitura de Mogi das Cruzes

Ao menos 40 toneladas de peixes criados em viveiros no Rio Tietê morreram, nesta quinta-feira, 11, em Sales, na região noroeste do Estado de São Paulo.

O piscicultor Walter Ciceri, dono do criadouro, estimou o prejuízo em R$ 1 milhão. Segundo ele, a mortandade começou depois que ele percebeu uma mudança na coloração da água. As tilápias eram criadas em 100 viveiros dispostos ao longo do braço do Tietê conhecido como Barra Mansa.

O produtor contou que a cor da água começou a mudar na quarta-feira, 10, adquirindo um tom amarronzado.

“Teve um momento que a água ficou quase preta. Quando vi que os primeiros peixes estavam morrendo, eu medi o oxigênio na água e o teor estava perto de zero”, disse.

Segundo ele, a mortandade atingiu praticamente toda sua criação. Ciceri cria tilápias nesse local desde 2012. “É a primeira vez que isso acontece, mas ainda não sei como vai ficar, pois não dá para continuar tendo prejuízo”, disse.

A prefeitura de Sales cedeu tratores e caminhões para a remoção dos peixes mortos. A carga seria enterrada em valas no sítio do produtor.

O secretário de Educação de Sales, Donizeti Edissel de Oliveira, respondendo interinamente pela pasta do Turismo, disse que a qualidade das águas do Rio Tietê, que formam belas praias no município, tem sido afetada pela poluição.

“Quando a poluição aumenta, as algas morrem e se decompõem, consumindo o oxigênio da água. O problema afeta o turismo, pois há dias em que, dependendo da direção do vento, a água fica verde. Agora está prejudicando também a piscicultura, importante atividade econômica do município”.

Em outras cidades da região, como Adolfo, Mendonça, Buritama e Santo Antônio do Aracanguá, também foram registradas mortes de peixes, mas em menor quantidade.

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que seus técnicos se deslocaram para a região para fazer a coleta de amostras da água em cinco pontos do rio. A partir das análises, será possível determinar a causa da mortandade e adotar as providências necessárias, segundo o órgão.