A tragédia do Museu Nacional
Prefeitura de Mogi das Cruzes

No final desse domingo, 2, ficamos todos horrorizados com o trágico incêndio do Museu Nacional. As chamas consumiram não apenas a estrutura do museu, mas levaram embora artefatos e memórias de valores inestimáveis.

Infelizmente, não se trata de um acidente isolado, de um infortúnio do destino. Tal incêndio é resultado de uma política pública que vem sucateando, precarizando e destruindo nossos museus e espaços de preservação da Memória.

Nos últimos 5 anos, para termos uma ideia, o orçamento de manutenção do Museu Nacional foi reduzido em 10 vezes. Não à toa o Museu da Língua Portuguesa e a Pinacoteca, em São Paulo, também foram vítimas de incêndios, e isso não faz nem 3 anos.

Seria o incêndio do Museu Nacional um prelúdio aos Tempos de Trevas que o Brasil tem caminhado cada vez mais, e cada vez mais a passos mais largos? A Memória deve ser preservada para que através da reflexão sobre o passado possamos encontrar caminhos melhores para o futuro – será que a memória do incêndio poderá nos trazer alguma reflexão de que é preciso dar um basta ao desmonte do Estado brasileiro, ao completo abandono da Educação, da Cultura e da Ciência?

Há males que vêm para o bem. E há problemas que apenas anunciam tragédias ainda maiores. Cabe a nós decidir se o incêndio do Museu Nacional é um ponto de virada ou apenas uma contemplação do abismo.