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Prefeitura de Guararema 360º

A venda da Embraer para a empresa de aeronáutica norte americana Boeing noticiada pela imprensa mundial revela que o governo Michel Temer não está empenhado a defender a soberania do Brasil e nem os interesses do povo brasileiro.

Esta venda configura para o Brasil o maior desmonte na área de estratégia para a segurança do espaço aéreo do país. E o que mais assusta é ver o povo, os movimentos sociais, as entidades comunitárias organizadas, os Partidos Políticos (do centro, da direita e da esquerda) imobilizados, assistindo a tudo sem qualquer resistência e pressão ao governo Temer que nada faz para manter o controle acionário da Embraer no Brasil.

Diante dessas omissões nos resta perguntar a quem interessa a venda da maior empresa brasileira, e quem ganha e quem perde? Interessa tão somente aos Estados Unidos da América, porque a Boeing não quer apenas fabricar os aviões atualmente desenvolvidos pela Embraer na cidade de São José dos Campos. Ela quer a tecnologia de ponta pertencente a empresa brasileira.

A Embraer desenvolve projeto tecnológico em parceria com a Uber para produzir um “carro voador” e que será conduzido sem motorista. Ao americano interesse retirar do mercado mundial a Embraer por ser a sua concorrente direta na área de inteligência tecnológica e ganharia com esta compra o melhor portfolio tecnológico existente no mercado mundial.

Restará ao Brasil sorte para ter um pólo de distribuição das aeronaves, ou talvez uma montadora da Boeing nas instalações onde hoje está a Embraer, porque corre-se o risco de não ficar nada aqui, pois levarão a Embraer para os Estados Unidos, na Flórida e em Chicago.

O Brasil passará a ser comprador de aeronaves da Boeing, pagará em dólares e remeterá vultosos valores em dólares para os Estados Unidos.