A Copa sempre traz um retrato do mundo político e deixa algumas lições
Adeus, Copa. Créditos na imagem
Prefeitura de Mogi das Cruzes

Mais uma Copa do Mundo chegou ao fim e com ela podemos refletir sobre os mais diversos aspectos políticos e esportivos. O que não faltou durante este um mês de Mundial na Rússia, foram imagens icônicas que rodou todo o planeta.

Ao contrário do que muitos custam a enxergar, o futebol não é apenas 22 caras correndo atrás de uma bola durante 90 minutos. Ele extrapola o imaginário, o senso comum e tem muito mais a ensinar à política do que o contrário.

O futebol nos dá a oportunidade de substituir o bairrismo e a xenofobia por um patriotismo saudável, com respeito ao rival. A maior satisfação e alegria de viver uma Copa do Mundo, in loco ou pela TV, é celebrar o esporte, curtir o jogo e estar conectado e na mesma sintonia de milhões de outras pessoas.

A Copa do Mundo é um exemplo disso. Mesmo com dirigentes e chefes de estado usando o maior evento futebolístico do planeta como palanque político, com toda a sua gana de poder e nacionalismo exacerbado, a Copa sempre deixa um legado de convivência pacífica entre os povos. Claro que existindo exceções a regra.

Dentro de campo a diferença é celebrada. A vitória é valorizada, ainda mais, se o seu adversário for tão bom ou melhor que você. Essa é uma das maiores lições que o futebol e o esporte como um todo deve trazer para a política.

A campeã multiétnica

Colonizadora na África, Ásia, América Central e Oceania, a França conquistou a sua segunda Copa do Mundo com jogadores de 17 nações.

Além de franceses e espanhóis, o time comandado por Didier Deschamps que venceu duas Copas pela França uma como jogador e outra como técnico, há descendentes de Filipinas, Mali, Mauritânia, Senegal, Argélia, Itália, República Democrática do Congo, Haiti, Angola, Camarões, Guiné, Marrocos, Togo e Martinica e Guadalupe.

Protesto na final da Copa

A banda de punk rock Pussy Riot conseguiu protestar na frente do presidente russo, Vladimir Putin. Durante toda a Copa do Mundo, a Rússia proibiu qualquer tipo de manifestação, censurando até um protesto silencioso em Moscou.

Além do protesto ao governo russo, a banda também se posiciona contra a Igreja Ortodoxa e contra a repressão das minorias na Rússia, principalmente da comunidade LGBT.

Presidente da Croácia

A presidente da Croácia, Kolinda Grabar-Kitarović, roubou a cena em diversas situações. Foi aos jogos pagando ingresso do seu próprio bolso, descontou os seus dias não trabalhados, usou a camisa quadriculada como qualquer torcedor e celebrou com os jogadores croatas o vice-campeonato da Copa com muito entusiasmo. Um belo exemplo de como ser político em qualquer lugar do mundo.

Torcedores brasileiros

A torcida do Brasil, na Rússia, compareceu e representou a nossa nação durante o período em que a Seleção Brasileira esteve no Mundial.

O ponto baixo e que envergonhou o nosso país, foram alguns idiotas que desmoralizaram uma torcedora russa com palavrões e atitudes machistas. Em épocas de rede social, não demorou muito para o vídeo viralizar e os bobalhões ficarem “famosos” nacionalmente com brincadeiras sem noção.

Que venha a Copa do Catar e que a Seleção Brasileira possa trazer o Hexa desta vez. Estamos na contagem regressiva. Copa do Mundo é um evento maravilhoso!