5 nomes para entender como será o governo Bolsonaro
Gustavo Bebianno, Paulo Guedes, General Heleno e Onyx Lorenzoni são a linha de frente do governo Bolsonaro/ Foto: Divulgação
Prefeitura de Suzano Refis

O governo de Jair Bolsonaro terá, na verdade, dois núcleos. Um civil e um militar. Do lado militar estarão os generais Augusto Heleno, futuro ministro da Defesa, e o vice-presidente da República, Hamilton Mourão.

Outros antigos oficiais estarão no primeiro escalão do governo. Do lado civil, o ministro mais forte do grupo palaciano será o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Na área econômica, outro civil, o comandante será Paulo Guedes. Integra esse grupo mais próximo do presidente, o núcleo duro, o presidente do PSL, Gustavo Bebianno.

Conheça os cinco principais nomes que compõem o núcleo principal do governo Jair Bolsonaro:

General Augusto Heleno

Anunciado Ministro da Defesa, o general comandou as tropas internacionais no Haiti. Tem penetração entre os generais da ativa e será o interlocutor com a caserna. Coordena o grupo de trabalho que traça ações e programas do governo. Era o militar preferido para ser vice de Bolsonaro, mas seu partido, o PRP, vetou a coligação com o PSL.

General Hamilton Mourão

Vice-presidente eleito, Mourão não estava entre as preferências de Bolsonaro para compor a chapa. Foi a sétima opção, depois de Magno Malta, general Heleno, Janaína Paschoal, entre outros. Causou sobressaltos na campanha com seu “sincericídio” e fazer declarações polêmicas como defender Constituinte sem participação de parlamentares, criticar o 13º salário, falar em “autogolpe”, entre outras polêmicas. Não quer ser um vice “decorativo” e deseja um gabinete ao lado de Bolsonaro, no terceiro andar do Planalto.

Deputado Onyx Lorenzoni

Dissidente dentro do Democratas, o deputado gaúcho conquistou a confiança de Bolsonaro durante o ano. Ele promoveu encontros e almoços de parlamentares em apoio ao capitão e se cacifou ali. Vai comandar a Casa Civil. Foi o relator das dez medidas de combate à corrupção, mas saiu derrotado e criticado por seus colegas, que o acusaram de “fazer o jogo da República de Curitiba”. Admitiu ter recebido R$ 100 mil de caixa 2 da JBS.

Economista Paulo Guedes

Ficou conhecido na campanha como o “posto Ipiranga”, alcunha que recebeu do próprio Bolsonaro. Admitindo não entender nada de economia, o presidente remetia todas as questões a Guedes, um homem rico, que fundou banco e grupos de investimento. Será o homem forte da economia.

Advogado Gustavo Bebianno

Um estranho no ninho político, Bebianno já escreveu artigos em defesa da ditadura. Não esconde sua admiração pelo presidente e já declarou ter um “amor hétero” por Bolsonaro. Ganhou prestígio com o presidente durante a definição política do então candidato. Ajudou a definir o partido a ser filiado. Polêmico, criou arestas dentro do grupo e foi apontado como um centralizador.